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24/08/2011

Pesquisadores da Embrapa visitam Pantanal de Beni

Embrapa Pantanal



Dois pesquisadores da Embrapa Pantanal estiveram no Pantanal de Beni, na Bolívia, na semana passada, participando do "Encuentro técnico ganadero especializado en la búsqueda de más vacas paridas y más terneros al destete". Sandra Mara Crispim e Carlos Padovani fizeram palestras para um público aproximado de 250 produtores, técnicos e estudantes que desembolsaram US$ 50 para participar do evento.

A organização foi da Asociación de Gado Zebu, Federación de Ganaderos de Beni e Unión, uma empresa veterinária. O evento aconteceu na cidade de Trinidad, no noroeste da Bolívia.

Sandra Mara fez palestra sobre as fontes de alimentação para o gado: a) pastagens nativas e pastagens cultivadas em áreas úmidas; b) alternativas alimentares para todo o ano. Ela disse que no Pantanal de Beni apenas 1% da pastagem é cultivada. No Pantanal brasileiro, a estimativa é que a área cultivada seja em torno de 15%.

Sandra orientou os produtores para que não plantem pastagem exótica perto de corpos d`água, pois ali estão as melhores pastagens nativas. "Sugerimos que não substituam mais do que 10% da área da propriedade e que a cultivada seja utilizada em situações críticas, como para vacas perto de parir, novilhas à primeira cria, bezerros desmamados e touros após a estação de monta."

Ela também falou sobre preços de bezerros cultivados em pastagens nativas e sobre o uso de sal mineral. "Tentamos mostrar que, com soluções simples, como a marcação das vacas, é possível aumentar a produtividade", disse ela.

Padovani apresentou aos bolivianos o Sismonpan (Sistema de Monitoramento do Pantanal), tecnologia lançada em abril deste ano que permite monitorar as cheias e secas do Pantanal. "Os bolivianos ficaram interessados em desenvolver algo semelhante lá", disse o pesquisador da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Segundo ele, há um órgão como a nossa Defesa Civil, recém criado, que está começando a fazer previsões de cheia baseadas principalmente no nível do rio Mamoré, principal rio da região e afluente do rio Madeira. Nos últimos três anos, os pecuaristas conviveram com cheias severas e tiveram muito prejuízo.

Os pesquisadores mostraram que o mercado consumidor de carne vai crescer nos próximos anos, mas a produção precisa ser sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental. Além disso, é preciso planejar a produção pensando no bem-estar animal e na segurança alimentar.

Padovani contou que o Pantanal de Beni tem muitos contrastes. Há propriedades tradicionais que não adotam nenhuma tecnologia, com nível mínimo de desenvolvimento, e fazendas altamente tecnificadas, pertencentes a estrangeiros.

As palestras terão como desdobramentos possíveis parcerias entre a Embrapa e instituições bolivianas. O país vizinho demonstrou muito interesse em enviar estagiários para Corumbá.

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