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18/10/2011

Copa do Mundo fará governo implantar "cota zero" para pesca amadora em Mato Grosso a partir do ano que vem

Jornal Oeste



Foto: Jornal Oeste
O secretário de Adjunto de Turismo de Mato Grosso, Jairo Pradela, disse durante encontro com representantes do Trade Turístico de Cáceres, na semana passada, que o governo do Estado já iniciou debates nos municípios que possuem o turismo de pesca para implantar a partir de 1º de março do ano que vem a proibição da pesca do Dourado e a Cota zero para o turismo de pesca amadora.

A medida tem o apoio da recém criada Associação de Ecologia e Pesca composta em sua maioria por empresários do trade turístico do Estado.

A iniciativa atende a um antigo desejo de ambientalistas e até da maioria dos proprietários de barcos hotéis de Cáceres, e significará a obrigatoriedade do uso do sistema pesque-e-solte para qualquer atividade pesqueira que não tenha por finalidade a subsistência, a exploração econômica autorizada ou a pesquisa científica.

O secretário Adjunto não disse claramente, mas a medida tem como meta cumprir uma agenda sustentável definida pelo governo federal para a Copa 2014 e para as Olimpíadas de 2016.

Segundo biólogos que defendem a medida, o atual modelo, que atrai aos rios mato-grossenses quase 50 mil turistas por ano, promove a redução de cerca de 1000 toneladas na pressão anual sobre os cardumes.

A medida seria fundamental para impedir não apenas a extinção das espécies, mas a do próprio pescador.

As cotas para a pesca em Mato Grosso, nas categorias amadora, profissional e científica, são determinadas pela Lei nº7.155, de 21 de julho de 1999. Ela define a pesca amadora como sendo aquela “que se pratica artesanalmente, com fins desportivos e/ou de consumo próprio, e que em nenhuma hipótese venha a importar em atividade comercial”.

A proposta neste sentido deve ser enviada a Assembleia Legislativa. O principal debate deve ser em relação à cota permita aos profissionais, que também pode ser reduzida.

Apesar disso o novo sistema proposto não convence a grupos ambientalistas e especialistas em ictiologia. De acordo com estes críticos, o peixe fisgado e depois solto dificilmente sobrevive ao stress da captura ou aos ferimentos causados pelo anzol.

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