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04/02/2013

Ribeirinhos do Pantanal conhecem iniciativa de Turismo Comunitário na Amazônia

Comunicação Ecoa



Foto: Arquivo Pessoal/Ecoa
Troca de experiência entre moradores do Pantanal e da Amazônia
Após dois anos de execução, a Ecoa iniciou a última fase do processo de capacitação do projeto “Ações para o turismo de base comunitária na contenção da degradação do Pantanal”, que possui como objetivo habilitar os ribeirinhos do Pantanal – envolvidos na iniciativa – para trabalharem como condutores ambientais comunitários.

Nesta etapa os participantes visitaram a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), em Manaus e puderam conhecer o trabalho do Instituto Mamirauá, referência no Turismo de Base Comunitária no Brasil.

O grupo formado por moradores de duas regiões do Pantanal (Serra do Amolar e Estrada Parque Pantanal) se hospedaram na Pousada Uacari, e acompanharam a rotina do empreendimento, aprimorando o conhecimento já adquirido no decorrer do projeto executado pela Ecoa na região pantaneira.

André Luiz Siqueira, coordenador do projeto e que acompanhou a viagem, explica que esta foi uma oportunidade para que os pantaneiros pudessem conhecer comunidades ribeirinhas que já executam,com sucesso,o trabalho com o Turismo Comunitário.

“Esta foi uma importante fase do nosso projeto, pois é uma maneira de incentivá-los a dar continuidade à esta iniciativa, e também proporcionar o conhecimento e o aprendizado de comunidades ribeirinhas que vivem em outra região e interagir com elas, trocando e somando experiências,” afirmou André.

Segundo Fernanda Sá, coordenadora do Programa de Turismo de Base Comunitária do Instituto Mamirauá, a visita das comunidades pantaneiras representa um reconhecimento à iniciativa e ao trabalho que é desenvolvido pelo Instituto desde 1998, com o objetivo de criar uma alternativa econômica às comunidades e contribuir para a conservação dos recursos naturais.

O grupo realizou parte das atividades desenvolvidas por turistas como trilhas interpretativas, passeio de canoa e visita ao Lago Mamirauá. Também puderam acompanhar uma pesca tradicional e visitar a comunidade Sítio São José.

Jesuíno de Arruda, morador da comunidade do Porto da Manga, localizada a 60 quilômetros da cidade de Corumbá (MS), disse que a viagem foi um grande aprendizado, além de encantado com a beleza da fauna e da flora amazônica, o isqueiro ficou impressionado com a forma de como foram recebidos pelos guias de Mamirauá.

“Eles trataram a gente muito bem, aprendemos muito e conhecemos muitas coisas da região. Agora a gente sabe que isso pode dar certo e vamos fazer isso aqui no Pantanal,” afirmou Jesuíno.

Além das belezas naturais e da receptividade dos moradores locais de Mamirauá, outro fator que chamou a atenção de todos os participantes da viagem, foi a organização entre as comunidades.

Rosevani de Arruda, moradora da região da Serra do Amolar, explica que esta viagem foi importante para a sua formação como condutora ambiental comunitária, pois pôde aprender na prática como funciona o turismo comunitário e a importância da organização entre as comunidades locais para obter sucesso com a iniciativa.

“Eles nos ensinaram muito, pudemos ver como que tudo funciona na pratica, e como a organização é fundamental. É isso que queremos fazer lá no Amolar, organizar as comunidades e unir todos, para que a gente possa ter sucesso e receber turistas para ver e se encantar com as nossas belezas do Pantanal,” afirmou Rosevani.

Em sua reta final, o projeto que tinha como objetivo capacitar as comunidades pantaneiras para trabalharem com o turismo comunitário – tornando este segmento uma alternativa de renda sustentável para as famílias ribeirinhas do Pantanal – deixa pesquisadores, consultores e principalmente as populações locais otimistas.

Este mês, o projeto deverá apresentar os produtos finais e também as avaliações feitas durante a execução da iniciativa.

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