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04/12/2013

Povos e comunidades tradicionais propõem ações para conservação do Cerrado e do Pantanal

Rede Cerrado / Ecoa



Foto: Luis Augusto Akasaki
"Coalizão Cerrado-Pantanal foi realizada de 8 a 12 de novembro.
Os conflitos socioambientais do Cerrado e do Pantanal foram temas de debate do evento “Coalizão Cerrado – Pantanal”, em Campo Grande-MS. Indígenas, pequenos agricultores, quilombolas, quebradeiras de coco e extrativistas alertaram para a destruição das áreas nativas e, consequentemente, a perda da cultura tradicional dessa população. O encontro aconteceu entre os dias 08 e 12 de novembro e teve como objetivo chamar a atenção da sociedade para os problemas típicos das regiões, além de estimular a troca de experiências e articulação de pautas de diferentes grupos sociais, bem como qualificar as organizações de base para atuação nos espaços de incidência política e identificar ações para promover a conservação destes biomas e a segurança das comunidades ameaçadas.

“O Cerrado e o Pantanal são importantes biomas, onde há milhares de plantas, animais e rios que abastecem as principais bacias hidrográficas do país, ajudando na manutenção de economias e de meios de vida urbanos e rurais”, afirmou Rose Mary Araújo, uma das organizadoras do encontro e coordenadora da Rede Cerrado. Segundo ela, “estas regiões estão bastante ameaçadas pelas monoculturas, exploração predatória do carvão, obras de infraestrutura, pecuária em extensão, erosão dos solos, entre outras atividades”.

Os participantes defendem que é preciso pensar em modelos sustentáveis, como a agroecologia e o extrativismo. Essas práticas, conforme Altair de Souza, coordenador geral da entidade, seria o aproveitamento e beneficiamento de frutos nativos para comercialização. “Dessa forma é garantida a vida das populações tradicionais em sintonia com a natureza”, disse.

Outra solução apontada é a implantação de politicas públicas em prol da conservação do Cerrado e Pantanal e incentivos para o uso e valorização das riquezas naturais. Segundo Edite Lopes de Souza, também da coordenação da Rede Cerrado e integrante da Agência 10Envolvimento, do oeste da Bahia, “este é um trabalho de capacitação, troca de experiências e saberes, onde nós não só discutimos assuntos relevantes como também mostramos de onde tiram o sustento da terra e apresentamos as culturas regionais e típicas dos povos cerratenses e pantaneiros”.

Durante o evento foi realizada uma feira de produtos ecossociais. Cerca de 30 estandes comercializaram produtos alimentares nativos já beneficiados e processados, bem como artesanatos e cosméticos de várias organizações comunitárias, a exemplo da geleia de laranjinha de pacu, farinha de jatobá, óleo de pequi, loção corporal de copaíba e biojoias feitas com capim dourado.

FESTA DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DO CERRADO E PANTANAL

A festa dos povos e comunidades tradicionais também foi uma atração da Coalisão Cerrado –Pantanal. O evento pioneiro foi palco para diversas danças folclóricas e apresentações musicais, contribuindo para a promoção de cultura e sustentabilidade.

Esta foi uma iniciativa da Rede Cerrado e da ONG Ecoa – Ecologia e Ação e contou com a presença de cerca de 100 comunitários de cinco estados brasileiros – Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais e Bahia.

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