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21/07/2014

Globo Rural: Rio Paraguai tem grande importância no Brasil e na América do Sul

José Hamilton Ribeiro e Eunice Ramos Globo Natureza, com informações do Globo Rural



Foto: TVCA
Um rio caudaloso, pleno de vida, dentro e fora d'água. Com histórias de coragem, de devoção, de riquezas e de guerra.
O Rio Paraguai nasce no município de Alto Paraguai, região central de Mato Grosso, e desce, rumo ao sul, passando por Cáceres. O Paraguai é a caixa d’água do Pantanal e quando chega ao Mato Grosso do Sul, delimita a fronteira com a Bolívia em um trecho curto e também a divisa entre os dois estados. Corta o município de Corumbá e volta a marcar fronteira com a Bolívia, em Porto Bush.

Sempre no rumo sul, dá o contorno da fronteira com o Paraguai até encontrar o Rio Apa, quando deixa o Brasil e segue pelo interior paraguaio, até a capital Assunção.

Em seu trecho final, o rio define nova fronteira, agora entre o Paraguai e a Argentina, até desaguar no Rio Paraná. São 2,6 mil quilômetros desde a nascente.

Um campo de soja abriga nascentes de um dos rios mais internacionais. O Rio Paraguai nasce no Planalto dos Parecis, a 400 quilômetros ao norte de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Desde o começo, ele provoca uma discussão: qual seria sua verdadeira nascente?

O Rio Paraguai nasce em uma área pantanosa da antiga fazenda Sete Lagoas no município de Alto Paraguai. O pântano vai formando lagoas, cada uma delas com ponto de escoamento que se interliga com a próxima, de forma que, no final, se cria o córrego Sete Lagoas. Essa seria a nascente do Rio Paraguai.

Em outro ponto de vista desta história, o professor e doutor em ecologia, Rodolfo Curvo, acompanha a busca. A vegetação rica e exuberante é um sinal de que tem água por perto e não demora muito para ela aparecer. Para o professor, o Rio Paraguai é formado por todo um complexo de nascentes.

Em outra vertente é possível constatar a primeira agressão sofrida pelo Rio Paraguai, onde a água quase secou.
O professor tem uma explicação. “Uma pressão do homem devido às atividades econômicas, da agricultura, pecuária e do garimpo, essas regiões estão sendo impactadas devido às ações".

Em 2006, o estado decretou Área de Proteção Ambiental quase 78 mil hectares entre os municípios de Alto Paraguai e Diamantino, onde estão concentradas as nascentes do Rio Paraguai e afluentes.

Um grupo de assentados que vive dentro da área se uniu para plantar sementes e fazer reflorestamento em mutirão. O trabalho envolve 22 famílias de quatro comunidades.

Na primeira área que teve as nascentes do Rio Paraguai recuperadas, o plantio foi feito em 2009 e o manejo adequado acelerou o desenvolvimento das espécies. Adolfo de Oliveira, o dono da área, comemora a mudança na paisagem.

Em todo seu percurso de 2,6 mil quilômetros até a foz, na Argentina, o Rio Paraguai só tem uma cachoeira, na divisa dos municípios de Diamantino e Alto Paraguai. É uma queda de cerca de 30 metros em vários degraus. A água é usada também por uma pequena usina hidrelétrica, que gera energia para cerca de 20 mil habitantes.

Confira o vídeo com a reportagem completa e assista à ação de caçadores de minhocas usadas em pescaria, atividade ilegal, mas que provoca um estrago ambiental pequeno, se comparado com o de outra atividade, responsável pelo apogeu do município de Alto Paraguai: o garimpo.


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