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24/07/2014

Animais feitos de bonecos retratam a vida no Pantanal

A Critica



Animais feitos de bonecos retratam a vida no Pantanal
Mais de 50 bonecos cantam, dançam, brincam e lutam pela sobrevivência em um musical, sem texto, apenas com formas e movimentos que retratam a vida de aves, peixes e animais no espetáculo Pantanália, que acontece nos dias 28, 29 e 30 de julho.

Jacarés, onças, capivaras, araras, garças, tuiuiús, peixes, tartarugas e cobras fazem parte do elenco da apresentação. A proposta é mostrar o dia-a-dia nos moradores do pantanal esclarece Wilson Motta, o idealizador. “A peça começa com o nascer o sol e termina com o anoitecer, mostrando de forma lúdica o cotidiano das aves e animais. Quem não conhece o pantanal vai ter uma ideia da diversidade do ambiente”, diz Motta.

A peça faz uma homenagem a alguns artistas da música regional. Um jacaré humanizado dança Vida Cigana de Geraldo Espíndola, fazendo uma referência ao grupo Funk-se. A canção Solidão de João Fígar, serve de trilha para o balé dos peixes. Almir Sater aparece em cena tocando na beira dos corixos, animando os animais que se embalam ao som de sua viola. Tetê Espíndola canta Piraretã, com seu raro timbre de voz.

A montagem é do grupo de bonecos Tareco-Treco e nome do espetáculo foi inspirado no grupo de dança Pantanália, que fez sucesso em Campo Grande nos anos 80. “Tudo é dançado. É um bailado, uma espécie de balé dos animais”, afirma Motta.

No trabalho tudo é feito aos olhos do público, que podem observar como é feita a manipulação dos bonecos. São tuiuis dançantes, filhotes de capivaras brincando alegremente pelos corixos, sapos famintos em busca de insetos, cardume de peixes fugindo dos jacarés, borboletas fazendo cócegas nas flores.

TRINTA ANOS ESCULPINDO PERSONAGENS

Wilson Motta confecciona bonecos há mais de 30 anos e é considerado um dos melhores bonequeiros do Estado. Desempenha inúmeras funções dentro das artes cênicas, como aderecista, figurinista, cenógrafo, arte educador, iluminador e sonoplasta.

Já participou de mais de 100 trabalhos entre teatro, dança, televisão e publicidade e já perdeu a conta de quantos personagens já criou. Por inúmeras vezes foi premiado pelo seu brilhante e reconhecido trabalho.

Para este espetáculo, o artista plástico usou a técnica de bonecos de vara e de fio. São bonecos feitos de isopor e madeira, alguns foram revestidos de pelúcia semelhantes às peles dos animais. Os personagens se movem através da manipulação dos fios de naylon e das varetas, além de gatilhos que movimentam as boca. A peça é direcionada a crianças de três a oito anos.

AGENDA:

28 de julho: Espaço Cultural Multiuso João Renato Pereira Guedes (Picolé), Conjunto Estrela do Sul. Às 14 horas.

29 de julho: Centro de Convivência Vovó Ziza- Joaquim Murtinho, 3117 – Tiradentes. Às 14 horas.

30 de julho: Escola Municipal Wilson Taveira Rosalino- Aero Rancho. Às 14 horas.

Mais informações: Wilson Motta- 9218-8280 – 3028-1996 e Lu Bigatão- 9221-6057.

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