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31/07/2014

Detentos trabalham no canteiro de obras do Aquário

Correio do Estado



Foto: Divulgação
São 90 detentos trabalhando no canteiro de obras
A obra do Aquário do Pantanal, que atualmente é a maior obra pública no Mato Grosso do Sul, conta com a mão-de-obra de 90 detentos do regime aberto e semiaberto. Esta semana, o juiz da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Albino Coimbra Neto, visitou o local para verificar as condições de trabalho.

O magistrado avalia positivamente as atividades desenvolvidas no Aquário do Pantanal. “Temos a informação que alguns dos presos que começaram cumprindo pena que trabalham aqui, depois de conseguirem a liberdade, foram contratados pela empresa. Isso é muito importante para que este trabalho continue e mostre para as outras empresas e à sociedade que as pessoas que estão aqui cumprindo pena, assim que tem uma oportunidade conseguem realizá-la e mostram que é possível se ter uma utilidade e uma esperança de que, com esse tipo de trabalho, chegue a ressocialização”.

Albino Coimbra ainda ressaltou o trabalho desenvolvido pelo projeto Pintando Educação com Liberdade que reforma escolas estaduais na capital. “O impacto deste trabalho é direto porque são ações concretas de imediato retorno à sociedade”.

Para o preso do regime aberto, André Aparecido da Silva, 33 anos, que trabalha há 5 meses nesta obra, o mais importante de trabalhar nesta construção é ser reconhecido hoje como um trabalhador e não como um preso. “Hoje eu tenho satisfação de acordar cedo e poder vir para o meu lugar de trabalho e depois levar o melhor para os meus filhos, minha esposa e minha família”.

André recebe um salário, vale-alimentação, vale-transporte e uma cesta básica. Ele reconhece a oportunidade que teve, por meio dos convênios realizados pela 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. “Hoje eu estou no regime aberto e sou registrado pela empresa. Estou aqui na maior obra pública do Estado. E em breve já estou indo pra minha casa voltando com a cabeça erguida”.

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