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04/08/2014

Fazendas viram reserva no Pantanal

Josiane Giacomini Terra da Gente



Foto: Marcelo Ferri/Terra da Gente
Norte do Pantanal matogrossense. Num lugar onde antes havia 17 fazendas de gado, hoje está a Reserva do Sesc. São 108 mil hectares, na maior área de conservação particular do Brasil. Do período anterior, restou apenas o Seo Dito Verde, único morador que permanece dentro desta imensidão de terra, “que mantém a vida do jeito que era”, conta, surpreso, o repórter Marcelo Ferri.

Entenda-se por isso morar numa casa de pau-a-pique (com paredes feitas de ripas ou varas entrecruzadas e barro, também chamada de taipa), coberta de palha, chão de terra, numa rotina que inclui plantar e pescar e, de quebra, tocar as canções que inventa numa violinha de cocho. Virou uma atração do lugar, claro. “É um exemplo de cara que vive no Pantanal como se fosse tempos atrás”, reconhece Ferri. “Vive do que o rio e a terra dão. É um tipo de brasileiro que eu achava que não existisse mais”.

Neste mesmo destino o TG acompanha também o trabalho dos pesquisadores que estudam as aves migratórias nas praias pantaneiras e a reprodução da arara-azul, ameaçada de extinção. Marcelo Ferri explica que, em menos de 20 anos, do primeiro monitoramento da espécie para hoje, o número de indivíduos saltou de 15 araras para 400. Isso porque além de recuperar áreas com a palmeira que fornece o acuri (coquinho que essa ave adora), a região virou uma espécie de berçário. As araras que nascem na reserva, literalmente, povoam outras regiões pantaneiras. “É refúgio e fornecedor de araras”, brinca Ferri. Ele explica que os biólogos fazem até rapel para chegar aos ninhos no alto das árvores e verificar “se tem ovos, filhotes”. Esse trabalho já é realizado há 8 anos.

Pensa que acabou? Nem pensar. Ainda tem as borboletas. “É muito legal a história”, se empolga Ferri. Além de acompanhar todo o ciclo evolutivo desses invertebrados, há uma parte social desenvolvida entre a reserva e a comunidade local que é bem “bacana”, diz. Normalmente são selecionadas 25 famílias carentes, que funcionarão como “babás de borboletas”. Cada uma recebe R$ 500 por mês. Essa renda é o pagamento para que cuidem dos ovos, até que o processo chegue à fase dos casulos. Quando isso ocorre, as futuras borboletas voltam ao borboletário da reserva para “nascer”. Esse trabalho ocorre em Poconé e também será um dos destaques no programa.

Uma coisa é certa: de avião, barco ou quadriciclo, o TG percorreu os quatro cantos da reserva. Inclua-se aí corixos coalhados de jacarés e ninhais cheios de garças e cegonhas, além de cabeças-secas, tuiuiús e colhereiros. O programa vai ao ar no próximo dia 16. É só aguardar para ver!!

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